quarta-feira, 16 de março de 2011

Incertezas para o futuro

Como vivem as crianças no mundo de hoje?

Mal, especialmente as da África e da Ásia. O que afirma isso é o relatório do próprio Unicef sobre a infância do mundo. Há muitas histórias e tragédias embutidas nesses números, com luzes e sombras, avanços e retrocessos. Mas uma certeza se confirma: o mundo em que vivemos é ainda pouco propício à infância.

Muitas Palavras e poucos fatos

Em setembro de 1990, em Nova York, na presença de muitos chefes de países e de governos, foi celebrado o Vértice da Infância. Muitas promessas e esperanças surgiram. Tinha-se a impressão de que o mundo, após a guerra fria entre Oriente e Ocidente e as lutas tribais que pareciam estar acabando, via surgir a esperança de que o dinheiro consumido pelas guerras iria ser empregado para melhorar a vida, sobretudo a das crianças. Foi ratificada pela maioria dos países presentes a Convenção sobre os Direitos da Infância que tinha sido aprovada na Assembléia Geral da ONU em 1989. Muitos objetivos ambiciosos foram apresentados como meta a ser alcançada até o ano 2000, entre os quais: reduzir a mortalidade infantil, difundir a instrução, ampliar a proteção sanitária contra doenças que já foram eliminadas no Ocidente.

Foi marcado o novo Vértice Mundial, para setembro de 2001, sempre em Nova York, para examinar, avaliar a situação da infância, os progressos obtidos e relançar mais programas. Infelizmente, os atentados do 11 de setembro de 2002 impediram sua realização e, infelizmente, os números apresentados não seriam muito animadores. Os relatórios das realizações dos países seriam uma mistura de poucos e fragmentados sucessos e uma cadeia de fracassos. O novo Vértice ainda não foi marcado, mas os dados que o Unicef apresenta nos seus relatórios anuais deveriam fazer refletir os líderes políticos.

O objetivo principal do Vértice de 1990 era reduzir 33% da mortalidade infantil. O resultado foi 14%, uma melhora até considerável em números absolutos, que se traduziu em 3 milhões a mais de crianças que podem esperar viver além dos cinco anos. Mas não era essa a meta estabelecida... Esse pequeno resultado positivo, todavia, não se aplica à África subsaariana que, pela tragédia da Aids, viu crescer os índices de mortalidade de suas crianças abaixo dos cinco anos.

Leia muito mais sobre o assunto no Link abaixo:
http://www.pime.org.br/mundoemissao/criancasfuturo.htm

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